MÚSICA E TECNOLOGIA

Surgimento da Música

Pouco se sabe a época correta de seu surgimento, mas é provável que como conseqüência da observação dos sons da natureza desde o homem da pré-histórico já produzia música, claro que não tão elaborada, mas imitando provavelmente o canto dos pássaros, pois o vestígio de uma flauta de osso de cerca do ano de 60.000 a.C. foi encontrado.
E a cerca de 3.000 a.C. já se tinha a presença de liras e harpas na Mesopotâmia(região atual da Síria).

Música litúrgica

O Hino Hurrita nº 6 é a música mais antiga do mundo, composta por algum ugarita, era uma ode à deusa Nikkal. Ela foi encontrada em Ugarite(uma antiga e cosmopolita cidade portuária, situada na costa mediterrânea do norte da Síria). Foi composta no período final desta civilização, 2.350 a.C. e é de fato a música mais antiga sobre a qual sabemos o suficiente para fazer sua reconstrução sonora, Como se pode ver em

Osquestras

A origem da palavra é grega: “orkestra” significava “lugar destinado à dança”. No século V a.C., os espetáculos eram encenados em anfiteatros e “orquestra” era o espaço situado logo à frente da área principal do palco, ocupado pelo coro e pelas danças.

Registro em papel

Mas a primeira pessoa a registrar em papel uma música foi Qiugong, no século 6. Esse chinês tocava uma espécie de cítara e teria transcrito a peça Jieshi Diao Youlan.
No mesmo século Gregório o Grande desenvolvia a representação das notas musicais no sistema alfabético(A=lá, B=sí, C=dó, E=mi, F=fá, e G=sol).
Cerca de 1.200 anos antes, Pitágoras, o grego do teorema, já estudava música: ele chegou a inventar uma afinação de instrumentos.
A escrita da partitura nasceu em ambiente eclesiástico, da Igreja Católica, na reforma de Guido d'Arezzo (992 – 1050).

Música medieval

Enquanto nas Igrejas e Castelos ocorriam o Canto Gregoriano e as composições polifônicas, nas ruas e nos casebres de camponeses, o que se ouve são cantigas trazendo em suas melodias elementos culturais dos países pelos quais o trovador passou, sempre acompanhado de um instrumento como o alaúde ou a viela.
A música Polifônica surgiu em meados da Idade Média e teve a sua consolidação a partir da era Renascentista e Barroca. Esse estilo surgiu como uma relação de melodias de duas ou quatro sons, formando uma melodia de diferentes sons, constituindo assim a harmonia da canção.
Os principais compositores do barroco tardio, como Domenico Scarlatti, François Couperin, Jean-Philippe Rameau, George Philipp Telemann e os três principais nomes da fase final do barroco:
Bach, Haendel e Vivaldi.
Uma pequena orquestra foi utilizada na estreia de uma das primeiras óperas, Orfeu, escrita em 1607 pelo compositor italiano Claudio Monteverdi. A orquestra moderna começou a se desenvolver no século XVIII, na Alemanha, onde os quatro grupos básicos de instrumentos foram definidos.

Guardando a música

Até o século XVI a música tinha que ser apreciada ao vivo, pois não havia meios de guardá-la para ouvir depois. A exceção eram as partituras que permitiam registrá-las em papel para posterior execução, mas não dava para ouví-la sem um ser humano que a pudesse executar. Mas isso estava prestes a mudar com a inveção do fonógrafo.

1877 - Cilindro Fonográfico(Fonógrafo)

Cilindro Fonografico - O cilindro fonográfico foi a primeira mídia que obteve sucesso na gravação e reprodução sonora. A tecnologia era usada no fonógrafo, sendo ambos os dispositivos inventados por Thomas Edison em 1877.
O maior problema dos cilindros fonográficos era a sua durabilidade. As primeiras amostras eram feitas de folha de estanho e podiam ser reproduzidos apenas 3 ou 4 vezes. Apesar de serem praticamente descartáveis, na época essa mídia abriu novas perspectivas para a indústria fonográfica.
De acordo com algumas lendas, a primeira gravação feita por Edison no protótipo do seu aparelho de gravação foi a mensagem: “Mary tinha um cordeirinho”. Algum tempo depois, as folhas de estanho foram substituídas por metal ou cera na confecção dos cilindros – aumentando a durabilidade de reprodução da mídia. Embora tenha sido pensado para o registro apenas de fala, não demorou para que essa invenção fosse adotada para guardar músicas.

1887 - Disco plano (Gramofone)

Dez anos mais tarde, o alemão Emile Berliner criou o gramofone – equipamento considerado o sucessor direto do fonógrafo. A principal diferença entre essas tecnologias é que o gramofone passou a usar discos planos constituídos de cera, vinil, cobre e goma laca em vez dos cilindros de Thomas Edison.
Tendo maior resistência e uma capacidade maior para as gravações, o sucesso dos discos planos e do gramofone foi quase imediato e eles logo foram adotados pelos músicos para gravar e reproduzir as suas composições.

1902 - Cera de carnaúba

O primeiro disco brasileiro foi gravado em 1902, pelo cantor Manuel Pedro dos Santos, mais conhecido como Bahiano (1870-1944). A gravação era o Lundu “Isto é Bom”, de autoria do compositor
Xisto da Bahia (1841-1894), por decorrência, o primeiro compositor a ter uma música gravada no Brasil.
Os discos, na época, eram feitos de cera de carnaúba e reproduzidos em gramofones que funcionavam a corda. O disco foi lançado comercialmente pela Casa Edison do Rio de Janeiro, do empresário
Fred Figner, que depois viria a criar a famosa gravadora Odeon.

1948 - LP

A indústria fonográfica viu outra revolução em suas tecnologias somente em 1948 com o surgimento dos discos de vinil, que ainda eram chamados de “Long Play”. No auge dos seus 64 anos de existência, muitas pessoas ainda preferem o som analógico dos LPs.
Produzida com um material plástico leve e flexível, essa mídia tem ranhuras espiraladas que conduzem a agulha do toca-discos – também conhecido como vitrola ou radiola. Tais sulcos microscópicos causam vibrações na agulha, as quais são transformadas em sinais elétricos que, quando amplificados, geram sons audíveis.

1958 - Cartucho 8-track

Popular nos EUA nas décadas de 60 e 70, essa mídia foi a pioneira em gravar conteúdos sonoros em fitas magnéticas – técnica que mais tarde originou outros mecanismos que servem para o armazenamento de dados, como os discos rígidos.
O primeiro cartucho 8-track desenvolvido para o uso comercial foi lançado em 1958 e essa mídia foi a precursora no desenvolvimento de equipamentos sonoros portáteis – embora o aparelho que a tocava não fosse tão fácil de ser transportado como os dispositivos que temos hoje.

1963 - Fita cassete

As fitas cassete (ou K7 para os mais “chegados”) são a evolução dos cartuchos 8-track, com a vantagem de serem menores. No início, devido à baixa qualidade sonora, essa mídia era usada apenas para gravação de conversas, entrevistas e palestras.
Com os reparos das falhas mecânicas e de gravação existentes nas primeiras versões da tecnologia, as fitas cassete ganharam uma enorme popularidade em todo o planeta. O auge dessa mídia foi dos anos 70 até meados da década de 90 – quando foi desbancada pelo CD.

1982 - CD

O CD, ao menos até as atuais gerações, dispensa apresentação. Essa mídia óptica foi desenvolvida especificamente para armazenar e reproduzir arquivos de áudio. A tecnologia foi criada em 1979, mas os compact discs só começaram a ser comercializados a partir de 1982. Esses discos compactos dominaram as prateleiras ao longo dos anos 90 e início dos anos 2000.

1986 - gravação de CD

O lançamento no Brasil do primeiro CD, aconteceu em 09 de abril de 1986, com gravação da cantora Nara Leão, em parceria com o compositor e violonista Roberto Menescal. O CD foi 'Garota de Ipanema'.
Além de quebrar paradigmas na época de seu lançamento, essa mídia foi inspiração para o desenvolvimento de outros meios de guardar conteúdos digitais, como os DVDs e os discos de Blu-ray. É fato que os CDs estão perdendo espaço com o passar dos anos e a popularização de outras mídias, mas você ainda pode encontrá-los com facilidade no mercado.
Em 1987 o Brasil começa a colocar (verdadeiramente) no mercado os primeiros Compact Disc (os famosos CDs). Neste ano foram vendidos (de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Discos – ABPD) 55,2 milhões de LPs e somente 200.000 CDs – apenas no ano de 1989 que a fabricação de LPs terá um número maior que este com 56,7 milhões, mas, já vendia 2,2 milhões de CDs.

1990 - MiniCD

Os miniCDs são basicamente CDs menores e com sua capacidade de armazenamento reduzida. Embora tenha sido pensada para substituir o CD com foco na portabilidade, essa mídia não vingou e pouco foi usada para a reprodução de músicas.
Atualmente, eles ainda são usados, em baixa escala, para fornecer informações ou conteúdos de suporte para equipamentos eletrônicos, como drivers de MP3 players e webcams. O primeiro player específico para esse tipo de disco foi lançado em 1990.

1992 - MiniDisc

Criado pela Sony, o MiniDisc visava transformar conteúdos analógicos em digitais a partir de equipamentos de gravação. Em suma, ele é um miniCD regravável com a intenção de guardar e reproduzir músicas.
De acordo com a empresa que a criou, essa mídia é capaz de ser regravada até 1 milhão de vezes. O MD foi anunciado pela multinacional japonesa em 1991, mas só começou a ser vendido no ano seguinte. Apesar da capacidade, a tecnologia teve grande sucesso apenas no Japão.

1998 - MP3 Player

O MP3 player chegou para revolucionar a forma como as músicas eram armazenadas e ouvidas no ano de 1998 com créditos para a empresa coreana Saehan. Ele praticamente liquidou com todas as tecnologias antecessoras por ser facilmente transportado em qualquer bolso ou mochila e pela sua longa vida útil se comparado às outras mídias existentes até então.
O primeiro aparelho lançado tinha meros 32 MB de memória (espaço irrisório para os padrões atuais). Um ano depois, a Samsung lançava o primeiro celular com suporte para esse tipo de funcionalidade.

2000 - Memória flash / Pendrive

Embora não tenha sido criado com o intuito de ser um repositório de canções, a popularização de eletrônicos com portas USB, como PCs, TVs notebooks e aparelhos de som – inclusive automotivos –, deu aos pendrives mais uma utilidade: ser um dispositivo para o armazenamento de músicas.
As memórias flash USB começaram a ser vendidas em 2000 (tendo suas patentes registradas em 1999 pela empresa israelense M-Systems) e ofereciam míseros 8 MB de espaço para guardar dados – mesmo assim esse espaço era cinco vezes maior do que o dos disquetes.
Essa limitação inicial foi um dos principais motivos por essa mídia demorar muitos anos para ser adotado como equipamento para salvar canções. Atualmente, presenciamos a terceira geração dessa tecnologia, que disponibiliza modelos muito mais velozes e “espaçosos”.

2005 - Cartão de memória microSD

Variação desses primórdios da memória flash, o padrão microSD de cartões de memória foi usado inicialmente em celulares. Mas as suas medidas reduzidas e enorme espaço de armazenamento logo foram adotadas por outros tipos de aparelhos eletrônicos – incluindo GPS, som automotivo e câmeras digitais. Quando anunciados em 2005, os cartões dessa categoria tinham no máximo 128 MB.

Atual - Streaming

O streaming no formato que o conhecemos tomou forma no final da década de 80 e começou a se desenvolver nos anos 90, sendo que a primeira rádio online surgiu em 1994. Contudo, a infraestrutura precária e a baixa disseminação da internet nesse período fizeram que esse tipo de mídia demorasse para se popularizar.
Há aproximadamente três ou quatro anos é que o streaming ganhou força. Atualmente, existem inúmeros serviços em que você pode escutar música sem baixar nada, quando e onde estiver. Mais do que isso, você já pode assistir a filmes completos em alta definição diretamente do seu PC, notebook ou celular sem fazer o download de nenhum arquivo.